PERFIL JORN: Flávia Gomes

A experiência daqueles que passaram pela ESCS sempre foi uma marca para a mesma e para os novos alunos que todos os anos entram neste novo mundo acadêmico. Vejamos um testemunho de uma ex-aluna do curso de jornalismo e do que foi o percurso no mundo escsiano e a sua ida para o "mundo real".

É certo que a ESCS impactou o percurso de centenas de estudantes que nela pisaram, devido às características que a tornam numa instituição única e num nome de referência dentro do mundo acadêmico nas áreas da comunicação. O testemunho daqueles que pela ESCS passaram sempre foi um exemplo do impacto que a escola tem nos seus estudantes, e na forma como esta cria novos talentos no mundo da comunicação.

O percurso dos alunos na escola molda desde sempre não apenas a vida acadêmica na universidade, mas também a vida daqueles que por ela passam, tendo sido uma das várias missões da ESCS proporcionar um percurso que prepare os alunos para o mercado de trabalho, mas também que os permita viver em contacto com as várias realidades do vasto mundo que é a comunicação, quer através dos seus núcleos, quer através dos planos de ensino.

Numa entrevista a Flávia Gomes, ex-aluna do curso de Jornalismo de 2020 a 2023, é possível descobrir mais detalhadamente em que aspetos é que a ESCS influencia os seus estudantes, os prepara para o "mundo real" e os marca as suas vidas pós ensino superior. Nesta entrevista discutiram-se temas como o que a escola tem para oferecer aos seus alunos; a passagem da faculdade para o mercado de trabalho; as experiências e aprendizagens vividas na ESCS; os domínios e capacidades obtidas ao longo do percurso na escola e ainda o que torna a experiência na ESCS uma experiência enriquecedora e uma mais-valia para aqueles que por ela passam.


Flávia Gomes, ex-aluna do curso de jornalismo (2020-2023) de 23 anos

Olá, Flávia. Antes de mais, diz-me: Gostaste de frequentar a ESCS?

Olá. Olha, eu adorei frequentar a ESCS. Costumo dizer que foram os melhores anos da minha vida. Felizmente, tive uma vida académica muito preenchida e não podia ter pedido uma experiência melhor.

Ainda bem que gostaste. Quais são as mais-valias que a ESCS te ofereceu?

Sem dúvida a experiência que pude pôr em prática através dos núcleos e das suas cadeiras mais práticas, essa foi a grande mais-valia. Poder ter algo onde podemos errar e aprender com esses erros sem medos de julgamentos superiores é fantástico. Sinto que as mais valias que a ESCS traz realmente são as técnicas que me ajudam a aplicar no meu trabalho no dia a dia, ou até pequenas coisas que me ajudaram a crescer pessoalmente, seja ao saber um pouco mais sobre política ou apaixonar-me por outras áreas, como foi o caso de redes sociais ao entrar nos núcleos.


Como é que aquilo que aprendeste te está a ajudar no teu atual trabalho?

Sinto que o que ajuda mais até foi aquilo que aprendi nos núcleos, onde aprendi a escrever para redes sociais, e que me tem ajudado na criação de conteúdo para uma conta da empresa que sou eu própria que giro. Além disso, ajuda-me na parte da escrita, que apesar de não ser perfeita, melhorou ao longo dos anos em que estive na ESCS, e para isso posso agradecer algumas das cadeiras que tive nos anos da faculdade.


Qual é que achas que é o fator diferenciador da ESCS para qualquer outra faculdade?

A sua praticidade, seja através dos núcleos ou das cadeiras mais práticas. Consigo ver este paralelo com uma das minhas irmãs que tirou a sua licenciatura no ensino universitário e não no politécnico, onde a ESCS se insere, e a quantidade de trabalhos ou de trabalhos sem ser de pesquisa que tinha de realizar era completamente diferente daquilo que ela fazia. Sinto que esta praticidade dos cursos ajuda a perceber como funciona um pouco o mercado de trabalho na área da comunicação.

Em que núcleos te inseriste e como é que eles contribuíram para o teu percurso pessoal?

Mal entrei na ESCS juntei-me à ESCS FM e à ESCS Magazine. Mais tarde entrei também na escstunis. Todos os núcleos ajudaram-me principalmente com o trabalho em equipa e não ter medo de pedir ajuda. Sempre fui muito autônoma e fazia as coisas muito sozinha, o que, ao estarmos inseridos numa equipa de trabalho, não é muito benéfico, porque fazemos tudo sem avisar ninguém. Ao trabalhar em equipa dentro destes núcleos deu-me a abertura para poder falar e expressar as dificuldades e os meus problemas ao trabalhar inserida numa equipa.


Gostaste da tua experiência na ESCS? Farias algo de diferente se pudesses voltar para trás?

Eu adorei a minha experiência na ESCS, eu costumo dizer que foram os melhores anos escolares da minha vida. Acho que a única coisa que faria de diferente seria realmente meter a ESCS em primeira opção na inscrição para o ensino superior. Desde 2016 que me apaixonei pela ESCS numa visita à Futurália e sempre que passava pela escola na segunda circular diria que, um dia, seria a minha escola, sinto que o destino ouviu as minhas preces e realmente levou-me ao sítio certo.


Que conselho ofereces a qualquer aluno para aproveitar melhor a ESCS e tudo o que ela tem para oferecer?

Experimentem tudo o que vos apetecer. Mesmo que não seja a área que estão a estudar. É possível ganhar outras competências e descobrir outras áreas nas quais estão interessados para o futuro.


O que sentiste quando entraste no mercado de trabalho? Sentes que foi facil, dificil?

Foi uma época muito difícil. Eu andei o verão todo após o término da minha licenciatura à procura de algo onde pudesse começar. Apesar de ter tirado jornalismo, estava a tentar para todos os lados dentro da área da comunicação onde eu sentia que me encaixava. Após os meses todos do verão, consegui uma pequena formação numa área completamente diferente: fiz uma formação para recrutamento de profissionais de tecnologia de informação! Foi uma experiência muito benéfica e positiva, mas infelizmente não fui selecionada para continuar na empresa para concluir um estágio na empresa. Senti que voltei à estaca zero e foi novamente um período de muita frustração, principalmente pelas não respostas das empresas às quais me candidatava. Acho que é a pior parte da procura de trabalho. Uma coisa que sinto é que também não existe espaço para os novos formados em jornalismo dentro do mercado de trabalho, porque realmente é uma área saturada, competitiva e precária.

Sentes que estavas mais preparada por causa do que aprendeste na ESCS?

Definitivamente. Como já referi várias vezes, a praticidade dos núcleos e das cadeiras mais práticas dos cursos ajudam a meter muito em prática, sendo mais fácil de reter a informação que vamos aprendendo.

Qual foi a tua cadeira favorita e porquê?

Definitivamente Ateliê de Jornalismo Radiofónico. Foi a minha cadeira favorita, porque pude aprender como manter a minha postura em frente a um microfone, tendo sido, para além disso, a cadeira para qual fiz o trabalho que mais gostei. Tive a oportunidade de acompanhar o ensaio do grupo de teatro de uma das minhas irmãs, onde fiz entrevistas flash, recolhi sons e pude fazer uma entrevista mais longa ao diretor da companhia. Foi mesmo um gosto poder depois juntar aquilo tudo num trabalho do qual me orgulho muito.

Ao longo do seu percurso, Flávia Gomes aprendeu que explorar novos horizontes pode levar a novas descobertas e paixões.

Nesta entrevista tivemos o testemunho de alguém que viveu a vida escsiana e que, com as experiências e aprendizagens vividas na mesma, conseguiu enfrentar os desafios e complexidades daqueles que saem do mundo acadêmico e entram no "mundo real". Este testemunho passou ainda uma imagem de que apesar dos desafios do durante e após a faculdade, é nesta onde descobrimos as bases que nos definem como pessoas e profissionais, e que nos marcam de uma forma permanente ao longo das nossas vidas.


Os alunos que passam pela escola não só ficam marcados pela mesma, como marcam-na e a todos aqueles que olham para ela do lado de fora. Estes testemunhos são muitas vezes um apoio a todos aqueles que acabam de chegar a este novo mundo que é o ensino superior, e servem de exemplo aos mesmos de como a passagem pelo mundo acadêmico e a sua saída para o mundo profissional não é na realidade um calcanhar de aquiles.


Os diferentes núcleos presentes na escola, as cadeiras de ensino que tanto aos alunos ensinam e as mais-valias da ESCS para o processo de passagem para o mercado de trabalho são apenas alguns do exemplos referidos nesta entrevista que tornam a experiência de estudante na ESCS uma experiência que para sempre fica com aqueles que por ela passam. Estas experiências servem ainda de exemplo para todos aqueles que acabam de chegar a este novo mundo e se possam sentir perdidos no mesmo, podendo começar a traçar o seu caminho tendo o exemplo de outros e a vir ajudar no futuro outros novos alunos. No fim, podem tirar os alunos da ESCS, mas não tiram a ESCS dos seus alunos.



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